Rota, agora, inclui retorno a Canarana e Xavantina, para concluir a primeira etapa do filme
Com os Suyá Com os Kaiabi Com os Ikpeng Na rota do projeto
Depois de visitar as tribos Suyá, Kaiabi e Ikpeng, no Parque Indígena do Xingu (PIX), a equipe de produção do documentário Roncador-Xingu, que tem como base a cidade de Barra do Garças (MT), visita Canarana, Xavantina, Vale dos Sonhos e Serra do Roncador.
O objetivo é coletar imagens e depoimentos para a ambientação e produção do filme, que está sendo feito pela SetCine de Jundiaí (SP).
A equipe, que tem à frente o diretor e produtor Nilson Villas Bôas, saiu de Jundiaí no último dia 7 de outubro, rumo ao PIX.
Ao chegar em território mato-grossense, foi registrando, em HD, as marcas deixadas pela Expedição Roncador Xingu.
Para chegar na tribo, a equipe seguiu, de Toyota, até o rio Suyá-Missu. Depois, parte da equipe enfrentou mais três horas de voadeiras até o Posto Diauarum e, de lá, mais 30 minutos até a tribo Kaiabi.
Outros dois componentes da equipe seguiram até o Posto Diauarum a bordo de um avião.
O panorama é praticamente o mesmo em todas as aldeias do PIX: a luta pela sobrevivência e a eterna busca para manter as tradições culturais acesas.
Novos depoimentos emocionaram a equipe de produção do documentário, que registrou detalhes do cotidiano Kaiabi.
Encerrado o prazo de permanência com os Kaiabi, a equipe colocou, novamente, o ‘pé na estrada’ e seguiu rumo à tribo Ikpeng.
Instalado ao lado do Posto Indígena Pavuru, o povo Ikpeng narrou sua existência e contou como sobrevive em meio ao desenvolvimento urbano.
Mais uma vez, a emoção tomou conta da equipe de produção, que ouviu, atenta, o depoimento de uma índia, num misto de tragédia e esperança, de razão e de sensibilidade.
No documentário, sons e imagens se fundem para mostrar a realidade dos povos indígenas, meio século após a expedição que desbravou a região e estabeleceu o primeiro contato do homem com o índio brasileiro.